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Exterogestação

Você sabe o que é Exterogestação?

Essa é uma palavra complicada e que você pode nunca ter ouvido, mas se tem filhos ou já se relacionou com bebês, provavelmente já sentiu seus efeitos na prática.

O prefixo extero significa “fora” ou “externo”, com base nisso, o termo exterogestação é utilizado para descrever um período gestacional realizado fora do útero, após o parto do bebê. Nessa fase, os pais devem tentar recriar o ambiente uterino fora do corpo da mulher para aumentar o conforto da criança. Outro objetivo é permitir que seu desenvolvimento continue ocorrendo de forma segura e cuidadosa.

Se compararmos com outros mamíferos, os bebês humanos são muito mais dependentes dos cuidados para a sobrevivência. Seu desenvolvimento é lento até conquistarem a capacidade de se locomoverem, alimentarem sozinhos e também  conseguirem manter um padrão de sono. Baseado nisso, Ashley Montagu antropólogo e humanista inglês defendeu a ideia de que os primeiros meses de vida do bebê, na verdade, poderiam ser considerados parte da gestação.

A teoria da exterogestação determina que a gravidez humana deve durar além dos 9 meses do bebê dentro da barriga, se prolongando por, pelo menos, mais 3 meses após o parto. Apesar de parecer loucura em um primeiro momento, todo esse conceito tem respaldo científico. Para esse período é necessário promover um ambiente adequado para o recém-nascido.

No útero, o bebê tinha seu alimento disposto em livre demanda, a posição fetal era acolhida por um ambiente apertado, porém extremamente confortável em textura e temperatura. O movimento do corpo da mãe cuidava de produzir o balanço necessário. Os sons vindo do corpo da mãe povoavam o útero configurando a melodia mais ressoada pelas mães de bebês pequenos: “shhh shhh”. Isso explica quando ligamos o aspirador ou colocamos o bebê conforto dentro do banheiro na hora do banho, os bebês automaticamente se acalmam e adormecem. O carro também configura um ótimo “calmante de bebês”, o ruído do motor, unido ao balanço das ruas, faz com que os pequenos caiam no sono rapidamente. Sabendo de tudo isso, podemos concluir que reproduzir essas condições na medida certa, pode fazer da adaptação dos bebês ao planeta mais tranquila. 

 E como podemos promover essas condições?

  • Alimentação em livre demanda e sucção não nutritiva

Dentro da barriga, ele era alimentado em livre demanda.  Portanto, praticar a amamentação em livre demanda faz bem para o bebê, porque além de suprir suas necessidades nutricionais adequadamente, ele é confortado pelo contato com a mãe. 

  • Balanço, colo e sling

Colo não estraga o bebê, pelo contrário, ele ajuda a amenizar desconfortos naturais desses três primeiros meses de vida. Acolher seu bebê não o fará mal, então não hesite em dançar – aposte em colocá-lo em um sling ou canguru – e balançar… Dê tapinhas leves e rítmicos no bumbum do seu pequenino. 

  • Tirando o incômodo da gravidade

Dentro do útero não existe gravidade. O bebê simplesmente flutua dentro do útero. Dessa forma, o bebê poderá chorar mais ou ficar ainda mais nervoso quando colocado de costas. Por isso quando precisar acalmar o bebê, tente segurá-lo de lado ou de bruços. Mas lembre-se: A OMS (Organização Mundial de Saúde) não recomenda, por risco de morte súbita, que o bebê seja colocado para dormir na cama de lado ou de bruços, e sim de barriga para cima. Por isso, essa técnica deve ser usada apenas quando o bebê estiver no colo.

  • Iluminação

Como dentro do útero não existe uma fonte de luz, após o nascimento do bebê os ambientes devem ser mantidos com luz baixa na maior parte do tempo. Além de não agredir os olhos da criança, isso pode deixá-la mais calma.

  • Swaddle (enfaixar)

Enfaixar os bebês, aconchegando-os de um jeito bem firme em um lençol, mantinha ou fralda deixa-os acomodados, assim como no útero. Faça um pacotinho com seu bebê.

Dentro do útero, é como se ele estivesse embrulhadinho. Por isso, quando não der para ficar com seu bebê no colo, experimente fazer um casulinho. Certamente ele se sentirá acolhido e ficará mais calmo. Certifique-se de que quadril e perninhas estejam frouxos.

  • As “cólicas” e o choro 

Sempre dê atenção ao choro do bebê. Não deixe ele sozinho chorando por muito tempo. Sempre acolha o bebê. Nesta etapa, o choro sempre significa algo. Isso porque nos três primeiros meses, os bebês não são capazes de chorar com o fim de “manipular”. O choro sempre é a representação de uma necessidade, seja ela de alimento, afeto ou aconchego. As chamadas “cólicas” muitas vezes podem estar associadas a desconfortos gerais. Por isso, aposte no aconchego do seu peito.

  • Sono

Nas primeiras semanas após o nascimento, dormir é a principal atividade realizada pela criança, embora não haja um padrão ou ritmo determinado. A exterogestação defende que é importante respeitar essa falta de horários e permitir que o bebê durma sempre que quiser, em um ambiente tranquilo e de baixa luz, com a presença dos pais por perto.

  • Alimentação

O aleitamento materno exclusivo em livre demanda simula a conexão do bebê com a mãe por meio do cordão umbilical, que lhe fornecia uma fonte constante de nutrientes dia e noite. Da mesma forma, o seio materno se torna essa fonte após o nascimento até que o bebê entre em uma rotina alimentar que permita mamadas programadas e mais espaçadas.

  • Toque

O tato é um dos primeiros sentidos desenvolvidos pelo bebê e deve ser estimulado o máximo possível com beijos, carinhos, abraços, massagens e aconchegos. Isso mantem o bebê aquecido, seguro e tranquilo. Aposte na Shantala (massagem milenar). 

  • Ruídos

Dentro do corpo materno, havia uma série de sons repetitivos e rítmicos que indicavam a presença da mãe. Após o nascimento, músicas suaves e similares aos que ele já estava acostumado agradam o bebê e oferecem uma nova fonte de estímulo.

  • Transporte

O ideal é que o bebê recém-nascido seja transportado bem coladinho à mãe com o uso do sling. Dessa forma, o bebê se movimenta junto com ela ao longo do dia e consegue ouvir sua voz e seus batimentos cardíacos o tempo todo, como se ainda estivesse dentro do útero.

  • Banho

Para simular o ambiente uterino durante o banho, é indicada a realização do banho de ofurô ou banho de balde. Naquele espaço apertadinho, cercado de água morna, a criança experimenta as mesmas sensações que tinha quando estava dentro da bolsa amniótica.

Agora que você já sabe o que é exterogestação, aproveite momentos únicos e íntimos com seu bebe. E lembre-se o bebe cresce. 

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